Sou uma pessoa que, infelizmente pros outros, se irrita muito fácil. E com pequenas coisas. As vezes pequenininhas. Se eu for parar pra listar tudo o que me irrita, não sairíamos daqui nunca. Listar coisas me irrita. Mas se for ponderar, a minha irritação provém basicamente de uma única fonte: pessoas. E porque não dizer ‘seres‘, ou pra caber em toda minha educação suíssabando-de-filhos-da-puta‘. É incrível a capacidade que as pessoas tem de esgotar, esvair, secar a fonte da minha paciência. Elas cutucam, perguntam, dão opiniões não pedidas, argumentam sobre casos perdidos, falam alto, se intrometem na sua vida e acreditam que fazem parte dela, não sabem beber, não sabem falar, não sabem contar piadas, não sabem a hora de calar a boca, não sabem se integrar a um grupo, não sabem que não se liga pra ninguém às nove da manhã de um SÁBADO, não percebem que incomodam, ou que não têm a menor graça. E muitas vezes não percebem quão medíocres são, quão medíocres são os próprios comentários e ações e, porque não, pensamentos. Pedantes, desagradáveis, metidos, escalafobéticos. N-O-J-E-N-T-O-S. E ainda vem dizer que eu, EEEEEU, sou grossa? Me chama de grossa porque eu falo o que quase cem por cento das pessoas ao redor desse tipo de gente gostaria de falar.

Amigo, VAI TOMAR NO CU, ou, se não quiser grosseria, sugiro veementemente a Vossa Excelentíssima que procure receber contribuições inusitadas na cavidade retal.

Grossa sim, mas com muito glamour.

Forte Abraço.

Não sei ao certo se essa carta é mesmo pra você, ou se ela é pra mim. E eu não sei ao certo tantas coisas que prefiro não pensar.

“Notei que você me faz falta. Pois é. Tempo é uma questão de ponto de vista. Já se foram dois meses e as vezes penso que de uma hora pra outra isso vai acabar. As vezes não penso em nada, ou as vezes me perco pensando em nós. ‘Nós’ … que coisa estranha de se dizer. Não somos nós, mas também não somos Eu e Você. Somos alguma coisa indefinida e, quem sabe, indefinível. Alguma coisa que me dá saudade no espacinho de tempo em que não estamos sendo. Hoje, voltando da sua casa, percebi que simplesmente não queria voltar. Sem esse papinho piegas de ‘quero passar a vida com você’, não chegamos, e não acredito que chegaremos a esse ponto crítico do que os outros - não nós - chamam de relacionamento. Mas não queria voltar. Podia continuar o dia inteiro deitada na sua cama, sentindo esse seu cheiro estranho de Marlboro que eu tanto gosto ou contando as pintinhas das suas costas, rindo das besteiras que você fala, brigando por um pedacinho de travesseiro e edredom. Queria continuar lá, sem falar, sem pensar, só sentindo o calor da sua barriga nas minhas costas e o peso da sua perna na minha. E, fugindo desse romantismo que não me cabe, e combina menos ainda com você, eu preciso dizer o quanto gosto da gente bebendo de cair, sem lembrar do que aconteceu, ou só lembrar de flashes vergonhosamente bizarros. Como eu gosto de te perguntar que merda aconteceu e você me olhar sem saber o que responder e dar aquela sua risada de porquinho. Preciso dizer como eu gosto quando você deita na minha perna pra ver filme, quando você me chama de todas aquelas baboseiras que a gente inventa de se chamar, quando você faz murrinha, fica de birra. E agora eu preciso dizer como me angustia não saber se amanhã tudo isso vai acontecer de novo. Como me angustia pensar que, ao menor vacilo, você pode me escapar por entre os dedos pra nunca mais voltar. Eu não sei ao certo o que é isso que eu tô sentindo e não sei ao certo se essa carta é mesmo pra você. Eu sei que notei que você me faz falta.”

“e até quem me vê lendo o jornal

na fila do pão sabe que eu te encontrei”

Oi, seria isso uma ressureição? Who knows?

Vamos a mais um post inútil.

Pois bem, parece que eu tenho sentido o tempo passar. Não físicamente, claro, ainda me sinto a mesma adolescente imbecil de sempre, mas mentalmente falando. Outro dia saí com uns amigos, os amigos do roque brabo hô, e nós constatamos que essa tal modinha de hard-sleaze-cabelo-cor-de-pintinho parece ser a mais nova onda da galere ruquenrôu! Antes era legal ser EMO, pintar as unhas, ter franja, gostar de MCR, e pendurar dadinhos por aí. Agora você só é alguém na noite se tiver um cabelo no melhor corte estilo poodle, ou poodle só na parte de cima, se ele for de uma cor medonha escorado por uma bandana tão infeliz quanto, ou simplesmente medonho por si só, se você usa calças de couro num calor fodido, maquiagem de travesti, estampas de animais africanos, mais brincos que a Mãe Diná, se você é homem põe meias calças rasgadas ou se você é mulher e… ah, mulher não tem estilo hard-sleaze-oncinha-yeah! mulher hard só precisa usar microshorts jeans com uma meia arrastão e um cinto de zebrinha que já tá beleza. Mas então, toda essa coisa começou a nos chamar atenção e percebemos que isso irrita muito profundamente. Olha, não vou dizer que eu não gosto de hard rock, porque eu gosto. Não vou dizer que eu não tenho nada de zebrinha, porque eu tenho. Mas meu povo, vamos maneirar, não é mesmo? Como assim você sai na rua vestido desse jeito:

grafiiiiiiinha

Grafiiiiiiiiiiiinha

Vamos lá amiguinho, você não é o Oliver Twisted ou o Peter London, não toca no Crashdiet nem tampouco nasceu na Suécia. Fazendo o favor então de não sair por aí assim, né? Tudo bem que você venere e idolatre os caras, tudo bem que você não aceite de forma nenhuma a morte do Dave Lepard, tudo bem que eles sejam a melhor banda de farofa do mundo, mas devagar com a dor! Sou louca pelo Symphony X e nem por isso engordei 300 kg. E não me venha com esse papinho piegas de que “aah, mas a gente faz coooover” É? F O D A - SEEEEEEE!! Faz cover na porra da padaria? Vai visitar sua avó dizendo que ela é uma sex bomb love machine? Precisa conservar essa espécie de cabelo 24 horas por dia? Tem que saber a hora de deixar de ser cover. Peloamor.

E meninas :) meeeeeniiiiiinas, vocês superaram essa díficil fase que é deixar de ser maria-shampoo pra virar maria-meu-peguete-usa-mais-esmalte-que-eu? Troféu DEAD END pra vocês. Até porque, eu duvido que metade (metade? õ.ô) dessa pagação de pau pra sleaze seja verdadeira. Oi, boneca, cê sabe quem é o L.A. Guns? Faster Pussycat? Kix? Whatever, perda de tempo. Mas fica aí a dica: o cabelo deles é bem mais legal que o do pessoal do Crashdiet, e eles certamente usam oncinha e esmalte a pelo menos 20 anos a mais, bjs.

Faster Pussycat

Nosso cabelo é bem mais estilo, beijos.

Kix - Formação de 1978

Kix - formação original de 1978

Forte Abraço.

Só pra constar, não sei porque voltei a postar aqui.

Mas voltei.
Gente Estranha
Certo, quem sou eu pra julgar alguém como “estranho”?Ninguém, eu sei. Mas certas coisas tem limites, e neném, eu sou uma pessoa que critica e fala.
Você quer se promover pra gatinha. Você quer paracer o cara. Você quer ser alguém na noite. Beleza, use os artifícios que melhor lhe convierem, mas amigo, quer um toque? Não resolva explanar sua vida sexual pra ela. Principalmente se esta, for recheada de coisas tórridas e múltiplos orgasmos em trita minutos. Não cola, entende? Não ache que descrever seu membro com precisão vá contar pontos. Que me interessa que ele é enorme? bonito? feio? depilado? com uma pinta no terceiro quadrante? Quero ver se vai comparecer na hora. E bom, já dizia sei lá quem, quem muito fala nada faz.
Ok. Contando que sua auto-promoção seja totalmente verdadeira, concorda comigo que na hora da conferência não vai rolar aquele suspense bacana? Não vai rolar aquela surpresa de “OH, meu deus, 23 centímetros!”. Então, pelo bem de futuros relacionamentos, futuras amizades, futuros encontros ocasionais, não promova-se sexualmente.
A menos, evidentemente, que você queira se tornar a piadinha da galera.
Aí vale tudo, até até sexo no teto.
Forte Abraço.

(post em homenagem a uma conversa acontecida no dia de ontem)

Hoje, vou perder meu tempo dissertar acerca desse mal que assola a humanidade do fotolog.com: os pela-saco.

Pela saco é aquele serzinho insuportável, que sai do buraco que vive sabe Deus de onde, pra adorar pessoas que não tem absolutamente nada de especial além do fotolog gold. Eles ficam cercando, falando, importunando a vida alheia implorando por um pouco de atenção, que acabam recebendo por pura educação. Não prestam pra porra nenhuma, em geral são feios, estranhos e sem a menor noção de gramática e vocabulário, sacou parça? :) Dá no saco esse tipo de ser-quase-humano. Digo quase, porque a grande maioria se comporta como vermes, tentando agradar e se tornar amigo de pessoas que, definitivamente, tem mais o que fazer, apenas pra se tornarem populares.

Agora eu pergunto: qual a graça? Nenhuma. Não há graça em ser popular na internet. A menos, evidentemente, que você dê sorte de rastejar por esse mundo há bastante tempo, e se tornar uma Marimoon da vida, que passa a perna nos babacas pela-saco e enche o cu de dinheiro :). Mas como um raio não costuma cair duas vezes no mesmo lugar, não há graça em ter 1200 comentários por dia no seu fotolog.

Mas então, continua a saga do pela-saco. Tudo que você faz é super maneiro, as roupas que você usa são super lindas, suas fotos são super fodas e me adiciona nos seus f/f? Vida fútil, essa. Me pergunto o que esse tipo de pessoa pensa quando não está na frente do computador maquinando uma maneira de conseguir o msn daquele cabeludinho que é SUPER GATO. Mas HÁ, que ingenuidade a minha. Esse tipo de gente simplesmente não pensa, porra. Se pensasse, veria o tipo de ridicularidade a qual se submete, e realizaria, que o mole que dá pro bonitinho gold do fotolog, vira piada pra ele na outra janela do msn. RIDÍCULO. Isso é o que define bem esse tipo de gente, que acha que personalidade se faz a partir de reputação no fotolog. E sabe o que é pior? Mesmo depois de conseguir ser gold no fotolog, mesmo depois de ter 200 comentários superficiais ou fazendo chat, evidentemente naquela foto recheada de photoshop e carimbos com o nome do fotolog medíocre, o pela-saco não vai estar satisfeito. Ele vai querer ter os amigos mais populares, e vai continuar fazendo tudo pra isso. Aí, um belo dia, quando o velox estiver fora do ar e essa vida tiver deixado de existir por um dia, essa pessoa vai se dar conta de que amigo, ela não tem nenhum, a não ser aqueles não-golds fedorentos da escola que não tem o menor valor :)

Tem mais é que se foder mesmo. Morram todos.

Forte Abraço.

(começa a auto-zuação nesse blog. é tempo de novos ares)

T.O.C define-se por: transtorno mental que manifesta-se sob a forma de alterações do comportamento (rituais ou compulsões, repetições, evitações), dos pensamentos (obsessões como dúvidas, preo­cupações excessivas) e das emoções (medo, desconforto, aflição, culpa, depressão).

Pois bem amiguinhos, não sou nenhum tipo de Amy Winehouse louca- depressiva-suicida, mas eu certamente tenho T.O.C. auto-diagnosticado.

Sou cheia de doença manias, que não me incomodam nem um pouco, mas que todo mundo reclama.

Pra começar eu tenho sérios probemas com números ímpares. É, se tenho que fazer uma coisa 3 vezes, por exemplo, faço uma quarta, só pra não ficar ímpar. Não assino meu nome na lista de presença da escola em número ímpar. Se a última pessoa que assinou, assinou no 4, eu pulo o 5 e assino o 6 :). Viu, sou cheia de problema.

A minha comida não pode ser misturada de jeito nenhum (salvo o grande Strogonoff, claro). Eu faço meu prato, e separo tudo. Arroz de um lado, carne do outro, molho a campanha em outro prato, nada dessa porra de misturar com o arroz. E a farofa. Que fique explícito, aqui e agora, que farofa é um troço sagrado pra mim. Ela é imaculada, intocável. NÃO ME VENHAM COM ESSA IDÉIA DE JOGAR MOLHO A CAMPANHA NA MINHA FAROFA. Isso dá até morte aqui em casa.

Não tenho problemas com germes, ou pelo menos não tinha. Acontece que um belo dia eu estava no ponto do ônibus, linda e arrumada, num momento quase inédito na minha vida: estava de sandália*. Quando de repente um velho asqueroso e babão senhor espirra e todo conteúdo do espirro dele voa todinho no meu pé. Lindo, belíssimo, TUDIBOM. Entrei em pânico. E quando eu digo pânico, é pânico mesmo, em negrito e o caralho. Só conseguia pensar naquela baba carregada de vírus-sabe-lá-do-que BEM NO MEU PÉZINHO (tamanho 41, mas o pé é meu e eu trato da forma que quiser). Só sosseguei quando fui a farmácia e comprei lencinhos umedecidos pra limpar a prancha meu pé. Acabei me atrasando 45 minutos pro meu compromisso. 45 minustos atrasada, mas de pé limpo.

Outra maluquice minha é a questão da simetria. Não tô falando de quadro torto, ou coisa do gênero. Tô falando de maluquices do tipo arrumar meus CDs na estante em pilhas iguais. Se são 10 CDs, vão ter 5 em cada pilha. Uma coisa que me irrita incomoda muito é aquele piercing que as pessoas põe em cima ou embaixo do lábio. Fica um ponto prata aleatório em UM LADO da cara. Troço feio da porra. Isso acontece com meus piercings, mas de forma diferente. Eu preciso ter números iguais de furos, senão surto. Hoje, eu tenho 10 furos. 5 em cada orelha, e eu tô desesperada porque 5 é ímpar. Sendo assim, em breve (quanto mais breve, melhor, aliás) eu farei mais 2 furos, pois aí fico com 12 (par ♥ *__*) e 6 em cada orelha (par ♥² *__*).

Tranco a porta de casa toda vez que passo por ela. Desconfio de uma leve mania de perseguição, mas não acredito que isso englobe meu T.O.C.

Eu tenho um quadro com fotos e todos os ímãs tem que ser iguais. Minhas canetas são arrumadas por cor. Meus relógios estão sempre 2 minutos adiantados, e todas as minhas fotos tem que ter aquela bordinha branca. Tenho HORROR de chinelo virado, mas não porque dizem que a mãe morre, é porque se existe SOLA que é pra ficar virada pro CHÃO, então porque caralhas vão deixar virada pra cima? ¬¬

Sabe, já andaram jogando a idéia deu ir procurar acompanhamento médico.

Acho válido, mas aviso logo, ser for pra ir tres vezes na semana, ou eu vou arrumar um jeito de ter uma quarta consulta, ou simplesmente não vou em uma.

Forte Abraço.

* Eu abomino usar sandália. Não nasci pra ser mulherzinha.

Oi, também não sei.

Só sei que não terá absolutamente nada de construtivo, apenas esse humor medonho que vos fala.

Forte Abraço.